Não é de estranhar que uma das nossas primeiras aventuras tenha sido na Serra da Estrela e que tenhamos escolhido o Abrigo da Montanha como base para a nossa incursão pelo Sabugueiro e seus arredores.  Quem quiser descobrir mais pormenores sobre esta fantástica aldeia pode ler o nosso relato deste passeio. A montanha, os penedos, a altitude, e a crueza da terra são aspectos que nos atraem particularmente por nos transmitirem uma sensação de paz e equilíbrio, e potenciar a comunhão perfeita com a natureza.

O roteiro pela Serra da Estrela era uma viagem há muito desejada e que planeámos com bastante entusiasmo. E este Sabugueiro provou ser um abrigo perfeito.

À data, o ventura-móbil ainda não tinha nascido e foi precisamente ao alugar um qashqai para escalar aquelas imponentes montanhas que nos apercebemos da agilidade do bicho para fazer perna de cabra montesa. Mesmo sem os 160cv do seu futuro substituto. Chegámos ao Abrigo da Montanha algo receosos. Tínhamos tido dúvidas na altura de escolher um alojamento para esta zona e ainda não estávamos certos de ter acertado.

Ao estacionar, as nossas incertezas mantiveram-se ao avistar uma rua praticamente deserta e dois cães caídos a dormir no meio da estrada. No entanto, mais tarde perceberíamos que é precisamente este silêncio,  calma e descontração que caracterizam uma das aldeias que mais gostámos de visitar.

Visto de fora, é difícil perceber a área do hotel, que, enganando os mais incautos, como nós, pode parecer demasiado pequeno, com um parque de estacionamento limitado em frente do edifício.  Mesmo ao entrar, a área de recepção é acolhedoramente compacta. Por isso mesmo, nunca esperaríamos encontrar o que se apresentou, e que foi seguramente dos melhores espaços onde já ficámos. Há sítios que prometem muito e quando chegamos ficamos desiludidos. Pelo contrário, o Abrigo  provocou em nós reacções  de encantamento e satisfação a cada esquina. São lugares deste tipo que gostamos de descobrir.

Para não variar, a S. escolheu a melhor suíte – a suíte Romântica (já agora, somos obrigados a verbalizar: este nome comumente usado para designar suites merecia sair dos idos anos 80). A Suíte Romântica, por 125 euros/noite consiste num quarto bastante amplo com vista desafogada para a Serra, uma grande sala de estar moderna decorada com bom gosto minimalista, uma lindíssima e enorme varanda toda ela envidraçada, e a pièce de résistance (pelo menos para a S.), a fantástica casa de banho com uma monumental banheira de hidromassagem e duche separado. Os jactos da hidromassagem tinham uma tal potência (ou a quantidade de bombas de banho lançadas pela S. não foi nada exagerada), que andámos a apanhar espuma quase na entrada.

Podíamos viver só naquela suíte? Podíamos, mas não seria a mesma coisa. Isto porque o Abrigo dispõe ainda de serviços de spa, incluindo sauna, banho turco, jactos de hidromassagem e banho suiço, e ainda de uma fantástica piscina com vista directa para a serra, com roupões e toalhas de banho disponíveis gratuitamente para todos os hóspedes.

Para concluir, uma menção honrosa ao pequeno-almoço. Foi lá que comemos os melhores croissants que alguma vez provámos em qualquer das nossas estadias. Confeccionados no local, sem aquele aspecto gorduroso, palhoso e seco tantas vezes encontrado em hotéis, mas conservando uma consistência e textura francamente deliciosas. Além disso, a oferta era rica em produtos locais e caseiros de grande qualidade, incluindo saborosas compotas de imensas variedades, pão rústico, bons queijos, fruta, iogurtes caseiros, entre muitas outras iguarias. A não perder.

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