A experiência no restaurante da Casa do Albelo do Gerês é indissociável da nossa estadia no Outeiro que foi seguramente uma das melhores experiências de viagem de 2020, e cujo relato podem encontrar aqui.

Quase tudo naquele restaurante vem da terra e dos animais que o Miguel e a Fernanda mantêm com toda a dedicação. Isso sente-se no sabor, cheiro, textura e autenticidade de todos os produtos não só à disposição dos hóspedes, mas também de qualquer pessoa que queira simplesmente ir lá almoçar ou jantar. Recomendamos vivamente uma visita (ou várias – nós já contamos os dias para regressar).

A sala de refeições é belíssima, envidraçada em toda a volta com um telhado lindo de madeira e uma vista fantástica para as montanhas.

 

O Miguel não é nenhum novato nestas andanças de restauração, com uma experiência de quase vinte anos de cozinha em Inglaterra, e isso vê-se na facilidade e gosto com que confere um cunho pessoal às suas criações. Durante a nossa visita, tivemos oportunidade de provar a famosa posta barrosã que não precisava de mais nada a não ser…dentes, verdadeiros ou postiços, o que interessa é dar uma valente dentada naquele naco divino que mais parecia manteiga. Quase nem era preciso sal. A S. gosta da carne quase a mexer, quando mais mal passada melhor, enquanto que o S. só não a manda esturricar porque não pode, com medo das bactérias.

Mas nem só de postas reza a nossa história no Outeiro. Tivemos o privilégio de, apetecendo-nos um coelho caseiro, perguntar ao Miguel se se importava de preparar um para comermos. A resposta foi como todas as respostas do Miguel aos nossos desejos: “Para quando e como?”. Assado, claro está (na verdade, não é bem tão claro pois a S. ainda insistiu em fazer em vinha d’ alho mas o S. é esquisito). Será difícil esquecer aquele almoço de Domingo em que nos deliciámos a degustar tal petisco (paz à sua alma). Custou-nos um bocadinho lembrarmo-nos dele ainda há umas horas atrás vivinho da silva (obrigada, coelhinho).

Além destes pratos, tivemos ainda oportunidade de provar um belo polvo com batatas assadas, e as sopas caseiras feitas diariamente pelo Miguel e servidas num prato tão grande que mais parecia uma banheira, e que muitas vezes nos bastou como jantar. Todas as refeições foram regadas pela simpatia e boa disposição do Miguel e da Fernanda, sempre atentos e preocupados para que não nos faltasse nada.

Em suma, se gosta de comida o mais natural e autêntica possível, criada no campo e temperada com amor e dedicação, não deixe de ir provar estas e muitas outras iguarias que a Casa do Albelo tem para lhe oferecer. Se há algum aviso que possamos deixar é mesmo o de não ir confraternizar com os coelhinhos antes de os comer.

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