A nossa ida ao Restaurante Mil Homens deu-se por acaso, depois de uma recomendação dos donos da Quinta do Barrieiro, onde ficámos instalados numa das nossas escapadelas pelo Marvão. Localizado mesmo ao lado do Sever Grill, por onde também jantámos e almoçámos, poder-se-ia pensar que não haveria comensais para dois sítios tão perto um do outro, numa população pequena e essencialmente rural. Enganem-se. Não só há, como em todas as vezes que fomos quer a um quer a outro sítio, havia fila para entrar. No Mil Homens, tivemos mesmo de ir fazer tempo, o que num dia de chuva pode não apetecer muito e se resumiu a esperar no ventura-móbil enquanto ouvíamos música mais ou menos reprovável.

O atendimento e ambiente são familiares e acolhedores, feitos com um sorriso mas sempre em alta voltagem. Ali, não há folga para parar para conversar muito tempo, está sempre um prato a sair ou qualquer coisa a acontecer. Optámos pela galinha no tacho, tão bem confeccionada que se bem nos lembramos chupámos os ossinhos até ao tutano. Além disso, apostámos igualmente em dividir uma deliciosa sopa de cação. Para sobremesa, as opções eram tipicamente regionais. Ficámo-nos pela siricaia. No final, foi-nos oferecido um pequeno licor que a S. agradeceu mas passou ao S. pois o gosto dela por licores é inversamente proporcional ao seu gosto por banheiras. Só mais tarde, ao ler informações sobre o Mil Homens é que nos apercebemos de que se trata de um restaurante frequentado por vários “famosos”. No entanto, o que mais nos encantou foi precisamente o contrário: a simplicidade e cortesia ao receber anónimos.

 

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