Foi esta a nossa primeira saída, directamente para o Palacete da Real Companhia do Cacau, em Montemor-o-Novo, Évora.

Na altura, correspondente ao início do namoro, competíamos com seduções aventureiras (algo que o S. foi – cromossoma de homem – esquecendo ao longo do tempo, tendo agora de ser vergastado ocasionalmente para activar essa zona do cérebro). Mas na altura, foi um querido e surpreendeu a S. com uma grande aventura a bordo do seu tubarão branco, com manobras de distracção para fazer parecer a viagem mais longa. Ia insuflando e iludindo a curiosidade da S. com sugestões de pardieiros como se nada melhor fosse possível. Ela adorou (note to S. – faz mais vezes).

À chegada, não era um pardieiro que aguardava a S, mas sim um majestoso Palacete Real, renovado a partir de um antigo palacete do século XIX, mesmo no centro da cidade e de fácil estacionamento.

Foi estendido o tapete vermelho para a princesa S. (ok, isto não aconteceu mas devia), e fomos de imediato recebidos com imensa simpatia por uma funcionária no momento do check-in, que nos conduziu fazendo uma visita guiada pelo palacete e jardins adjacentes. A princesa S. pôde até escolher o seu aposento preferido pois éramos, surpreendentemente, os únicos hóspedes.

A sua escolha incidiu sobre a Suíte Castle situada no jardim atrás do Palacete onde se encontram várias tipologias modernas que complementam a oferta do espaço principal. Quem olha o Palacete de fora, dificilmente adivinha a experiência que o espaço interior oferece, bem como a sua verdadeira dimensão.

A Suíte Castle revelou-se perfeita: com 40m2, possui uma ENORME e moderna banheira de pedra ao pé da cama onde a S. fez explodir várias das suas bombas de banho, além de uma ampla cabine de duche. A cama é king size com lençóis suaves e de qualidade, e o colchão firme permitiu uma boa noite de sono.

Fica situada mesmo ao lado do pequeno ginásio e da mui agradável e longa piscina da propriedade, com uma vista fantástica e directa para o Castelo de  Montemor-o-Novo. Enquanto mergulhávamos, sozinhos, logo a funcionária nos veio servir um lanche de boas vindas, que devorámos com avidez. Ficámos mais um pouco nas espreguiçadeiras até decidirmos voltar ao quarto para descansar a carcaça cansada de tantas braçadas.

 

Antes de irmos jantar a um restaurante local recomendado pela casa, tivemos ainda tempo de jogar uma partida de snooker no salão de jogos localizado no rés-do-chão.

Na manhã seguinte e quente de Maio, bem cedo, encaminhámo-nos, ainda ensonados para mais uns mergulhos antes de nos dirigirmos para a elegante sala da paparoca, onde, mais uma vez, éramos os únicos presentes. Que privilégio. Uma divisão magnífica e um pequeno-almoço que ficou no topo das nossas experiências pela qualidade e variedade dos produtos, todos caseiros (incluindo um bolo feito para nós, apesar de sermos só 2), maravilhosas compotas, pães, sumos naturais, servidos em mesas redondas vestidas de branco por uma simpaticíssima funcionária. Sentimo-nos realmente príncipes.

Antes de nos despedirmos do Palacete, tivemos ainda tempo para uma visita guiada à Fábrica de Chocolate Royal Cocoa localizada nas dependências do edifício, feita com toda a calma e com direito a provar inúmeros exemplares dos chocolates ali produzidos.

A 249 euros por noite, desengane-se quem pensar que este preço é excessivo. Vale muito a pena pelo serviço caloroso e sem falhas. Altamente recomendado (não apenas no início do namoro).

 

 

Época alta

 

Época baixa

 

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